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sábado, 20 de abril de 2013

Investir em imobiliário ainda rende mais que comprar ações

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Investir em imobiliário em Portugal ainda é mais rentável e tem um risco mais controlado que comprar ações ou obrigações, principalmente se for a longo prazo, ou seja, a partir dos dez anos. A conclusão é do índice de 2013 do Investment Property Databank (IPD), uma base de dados que em Portugal conta com 921 ativos avaliados em mais de oito mil milhões de euros.
                                                

De acordo com este documento, hoje divulgado, investir em ações dá um retorno de cerca de 3,5% com uma volatilidade de 26%, enquanto que o imobiliário dá um retorno de 6% com uma risco de quase 26%.

O retalho, ou seja, as lojas e os centros comerciais continuam a ser os ativos com melhor rentabilidade, quase 7%, mas com um risco de 9%. Seguem-se os escritórios, que apesar de menos rentáveis no longo prazo tem uma volatilidade bem mais baixa, de cerca de 2,5%.

Aliás, o retalho registou em 2012 um dos melhores desempenhos dos últimos 13 anos, reparou um dos responsáveis do IPD Portugal, Luís Francisco. Segundo este estudo, o retalho teve um retorno só das rendas de cerca de 6,5%. Já os escritórios tiveram o comportamento exactamente oposto, com um retorno de rendas da ordem dos 5,2% e um dos níveis mais baixos dos últimos 13 anos.

Aliás, de acordo com um dos responsáveis do IPD na Europa, Olivier Mége, o facto do imobiliário ser mais rentável que as ações é só mesmo a longo prazo, uma vez que em 2012, as ações tiveram um melhor rendimento. Tendo em conta os dados do IPD apresentados hoje, o retorno imobiliário em geral foi de apenas 0,8% enquanto o das ações chegaria perto dos 3%.


Fonte: www.dinheirovivo.pt
www.motivo-certo.pt
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sábado, 13 de abril de 2013

Bancos portugueses aproveitam evento em Londres para vender imóveis em carteira

Os principais bancos portugueses vão tentar vender casas que possuem a britânicos ou emigrantes no Reino Unido, adiantou hoje a organizadora de um evento imobiliário em junho, em Londres.
A directora da Câmara de Comércio Portuguesa no Reino Unido, Christina Hippsley, disse à agência Lusa que a primeira edição do "Portuguese Chamber Portugal Property Show London", de 14 a 16 de Junho, se deve ao elevado interesse de expositores.

"Vão participar desde agências imobiliárias a promotores e advogados, mas", vincou, "a base são os bancos", que tentarão escoar imóveis que obtiveram através da dação em cumprimento ou execução de hipotecas.

Os bancos vão também tentar aproveitar a recuperação do mercado de turismo residencial junto dos compradores britânicos, confirmada por vários profissionais do sector durante um evento imobiliário em Londres.
A agência PropertyPortugal.com registou um incremento significativo: no primeiro trimestre deste ano já vendeu 26 propriedades, o que corresponde a duas por semana, o dobro do ritmo a que vendeu em 2012.

Em 2011, segundo o director David Rowat, o portal, que começou por ser apenas uma agência imobiliária sedeada em Vilamoura, vendeu apenas 12 casas, uma por mês.

"A maioria parte são pessoas com entre 35-45 anos, vêm pela qualidade de vida, não pelo investimento, e preferem vivendas em vez de apartamentos", descreveu, durante o primeiro dia do evento "A Place in the Sun" destinado à promoção de imobiliário no estrangeiro, que decorre até domingo.

Também Kayt Ziadi, agente independente, notou um maior interesse de interessados e intermediou duas operações, razão que a levou a suspender o descanso da aposentação para retomar a actividade.

"Só voltei porque havia mais pessoas a perguntar", contou à Lusa.

Um estudo da consultora ILM divulgado no início do mês indicava que 70% dos principais agentes imobiliários do Algarve estão convencidos de que o pior da crise já passou e que a região está no caminho da recuperação.

Intitulado "10-10-10 - Pesquisa sobre o Turismo Residencial no Algarve", concluiu que a curiosidade de potenciais compradores converteu-se mais em aquisições em 2012 do que no ano anterior.

Mais de um quarto dos negócios (27%) corresponderam em 2012 a propriedades com preços superiores a um milhão de euros, mas a maioria, 51%, correspondeu a habitações mais modestas, com preços entre os 100 mil e 500 mil euros.

Para aproveitar 'pechinchas', muitos investidores estão a comprar casas mais baratas, às vezes abaixo dos 100 mil euros, pagando em dinheiro, muitos com a ideia de ali viver permanentemente ou após a aposentação, confirmam Rowat e Ziadi.

Fonte: Jornal de Negócios
www.motivo-certo.pt

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Imobiliário português dá retorno positivo em 2012

                               
Apesar da conjuntura, o imobiliário terciário devolveu um retorno de 0,8% no ano passado, por comparação com os 0,5% de 2011, revela o Índice Imobiliário Anual IPD Portugal.
O imobiliário terciário português devolveu um retorno de 0,8% no exercício transato, o que significa uma evolução positiva em relação aos 0,5% verificados em 2011, de acordo com o Índice Imobiliário Anual IPD Portugal (que se baseia numa amostra de 921 ativos avaliados em 8,3 mil milhões de euros no final de dezembro de 2012).

De acordo com o documento, o retorno das rendas no ano passado permaneceu estável face aos 12 meses anteriores, em 5,8%; enquanto a componente de valorização de capital apresentou uma ligeira recuperação, de 0,2%, fixando-se em -4,8%, "embora se mantenha em terreno negativo pelo quinto ano consecutivo, influenciada pelo decréscimo das rendas de mercado e pelo cenário de crescimento de yields visível nos principais setores".

Em 2012, o imobiliário registou um desempenho abaixo das ações, que devolveram um retorno de 3,4% (de acordo com o MSCI Portugal Equities), e das obrigações (Índice de Retorno das Obrigações do Tesouro com maturidade de sete a dez anos publicado pela JP Morgan), que apresentaram um retorno de 66,3%. Contudo, nos períodos anualizados a três e dez anos, o imobiliário português continua a demonstrar uma performance superior a estas duas classes de ativos, com retornos de 1,8 e 6,2%, respetivamente. Assim, longe do retorno de dois dígitos observado entre 2004 e 2007, o desempenho do imobiliário em 2012 "é um dos mais baixos desde que o Índice IPD monitoriza o mercado português, há 13 anos, sendo apenas superado pelo retorno de 0,2% em 2009 e de 0,5% em 2011", refere a análise.

O retalho foi o segmento com melhor retorno no ano passado, devolvendo 1,1% aos investidores. Seguiram-se os segmentos de imobiliário industrial e de escritórios, com retornos de 0,7 e 0,5%, respetivamente. "Apesar da melhoria" de desempenho verificada "no imobiliário como um todo, os segmentos (excluindo o retalho) registaram retornos totais inferiores em 2012 por comparação com 2011, sobretudo devido a uma forte depreciação do capital".

António Gil Machado, diretor do IPD Portugal e Brasil, considera que "a performance do imobiliário prova a sua resiliência como classe de investimento, na qual o retorno das rendas conseguiu equilibrar a desvalorização de capital, que, em termos acumulados, alcançou uma depreciação de 18,6% desde o início da crise financeira".