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segunda-feira, 22 de julho de 2024

Juros para o Crédito Habitação voltam a descer para 4,513% em junho de 2024

 As taxas de juro nos novos empréstimos para compra de casa estão a baixar há 8 meses seguidos, o que significa que as prestações mensais das casas também estão a descer, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).


Em junho, a taxa de juro dos empréstimos para compra de casa em Portugal caiu pelo quinto mês consecutivo, atingindo 4,513%. Esta é uma boa notícia para quem já tem um empréstimo e está a pagar prestações ao banco. Quem pediu um empréstimo para compra de casa entre abril e junho conseguiu uma taxa de juro ainda mais baixa, de 3,729%, de acordo com os dados do INE divulgados na sexta-feira. A descida da Euribor (taxa de juro de referência na Europa) ajuda a explicar esta queda nas taxas de juro.

O INE explicou que a taxa de juro média dos empréstimos para compra de casa desceu para 4,513% em junho, menos 0,043% em relação a maio. Desde janeiro de 2024, a taxa de juro total caiu 0,144%.

Para os empréstimos destinados à compra de habitação, que são a maioria dos empréstimos para casa, a taxa de juro desceu para 4,474% em junho, menos 0,044% comparado com maio.

Em média, a prestação mensal da casa foi de 404 euros em junho, igual ao mês anterior. A prestação mensal inclui:

  • 159 euros para pagar o capital do empréstimo (39%)
  • 245 euros para pagar os juros (61%)

Embora a prestação mensal média seja 11,9% mais alta do que há um ano, quando era de 361 euros, a maior parte do aumento deve-se aos juros.

O valor médio do capital em dívida subiu 355 euros em junho de 2024, ficando em 66.279 euros.


Novos empréstimos com juros ainda mais baixos

A queda da Euribor e a preferência por empréstimos a taxas mistas mais baixas têm ajudado a reduzir as taxas de juro nos novos empréstimos para compra de casa.

Nos últimos três meses, a taxa de juro desceu pelo oitavo mês consecutivo, passando de 3,845% em maio para 3,729% em junho, uma redução acumulada de 0,651% desde outubro de 2023.

Para empréstimos destinados à compra de casa, as taxas de juro caíram também há oito meses seguidos, fixando-se em 3,706% em junho, menos 0,12% comparado com maio.

Estas descidas nas taxas de juro têm resultado em prestações mensais mais baixas. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação mensal média desceu 6 euros em relação ao mês anterior, para 597 euros em junho, uma queda de 2,0% face ao mesmo mês do ano anterior.

Entre abril e junho, o montante médio em dívida foi de 125.942 euros, mais 1.426 euros do que em maio.


Fonte: Idealista/news

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Novidade Janeiro 2023 - CASA DE BANCO - T3 na Agualva, Sintra. Perto da Igreja Santa Maria.

 CASA DE BANCO.

Possibilidade de Financiamento a 100%

*BREVEMENTE MAIS FOTOS.

Apartamento de 4 assoalhadas com área bruta privativa 100 m² e área bruta dependente 26 m² é composto por; Sala, Cozinha, Despensa, Hall, 3 quartos e 2 Casas de Banho.

Este imóvel dispõe de uma arrecadação, inserido em prédio de 4 pisos.

Localizado em habitacional e bem servida de todo comércio local, perto dos Bombeiros, Igreja de Santa Maria e em frente ao Mercado.



segunda-feira, 17 de maio de 2021

O banco financia 90% do valor de venda da casa que quero comprar, ou apenas 85%?

 O banco financia 90% do valor de venda da casa que quero comprar, ou apenas 85%?

Com alguma frequência sou confrontado pelos meus clientes compradores sobre esta questão. Afinal qual é a percentagem que o banco financia. E a verdade é que os 2 valores podem estar correctos.

Ou seja, a resposta está sempre relacionada e dependente de um parâmetro que não controlamos: A AVALIAÇÃO DO IMÓVEL

Por indicação do Banco de Portugal, os bancos obrigatoriamente só podem financiar o menor destes 2 valores:

85% do valor da avaliação

Ou

90% do valor da venda

Vou apresentar 2 exemplos práticos, para tentar ser mais explícito:

Exemplo 1:

Valor de venda de um imóvel: 100.000 € x 90% = 90.000 €  

Valor de avaliação: 100.000 € x 85% = 85.000 €  

O menor destes valores é o 2º. Logo, neste caso o valor de financiamento irá ser no máximo de 85.000 €, ou seja 85%

Exemplo 2:

Valor de venda de um imóvel: 100.000 € x 90% = 90.000 €  

Valor de avaliação: 115.000 € x 85% = 97.750 €  

O menor destes valores é o 1º. Logo, neste caso o valor de financiamento irá ser no máximo de 90.000 €, ou seja 90%.

A minha sugestão é: Preparem-se para o pior, mas esperem o melhor.

Ou seja, quando decidirem avançar para a compra da vossa casa, façam as vossas contas para o facto de terem de dar de entrada um valor máximo de 15%. Se a avaliação do imóvel correr bem, então vão ter uma agradável surpresa.

PS: Não se esqueçam de providenciar o dinheiro referente às despesas de aquisição, para além do valor do sinal.


Mem Martins, 17 de Maio de 2021

Vitor Rodrigues

Consultor Imobiliário 


#motivocerto #imobiliáriamotivocerto #vitorrodrigues

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Comprar casa de banco em 2021, é possível?

 Uma das perguntas que tenho recebido bastante nas últimas semanas é esta. É possível comprar uma casa de banco em 2021?


Esta é uma excelente pergunta. E a resposta é: Cada vez está mais difícil. 

Desde à alguns anos que a banca tem feito esforços muito grandes com o objectivo de se desfazerem das carteiras de imóveis. E além das vendas directas que os bancos têm feitas, as instituições bancárias têm dado preferência à venda destas carteiras de uma vez só a fundos de investimento imobiliário. Com esta estratégia, os bancos recuperam menos dinheiro, ou seja, vendem os imóveis mais baratos, mas ao mesmo tempo "vêem-se livre" de um conjunto grande de imóveis de uma vez só, incluindo os bons imóveis e os menos bons.

Isto teve como consequência, uma diminuição drástica nos stocks de imóveis na carteira dos bancos. E esta diminuição, conjugada com uma procura cada vez maior por parte dos particulares em comprar imóveis da banca, teve como consequência uma deturpação dos pressupostos, ou seja.

Por causa da existência de uma oferta diminuta e uma procura muito grande, quando surge no mercado uma casa de banco, os potenciais compradores são tantos, que estes para tentarem ficar com o imóvel fazem ofertas de valor superior ao valor da venda, ficando com o imóvel, o cliente que fez a oferta de maior valor.

Como os bancos só podem financiar os 100% até ao valor da venda, o valor que o comprador ofereceu acima deste valor de venda não pode ser financiado. Como consequência, o comprador tem de ter esta poupança para fazer face a esta diferença, ou endividar-se junto de um familiar ou amigo, ou através de um crédito pessoal.  

Tendo em conta o exposta, é minha opinião que hoje é mais fácil comprar casa de um particular (e sugiro que seja feito através de uma agência imobiliária da sua confiança), do que ter a espectativa de conseguir comprar uma casa de banco.

Mem Martins, 12 de Maio de 2021

Vitor Rodrigues

Consultor Imobiliário 


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sábado, 15 de junho de 2013

Quer Vender A Sua Casa? Evite Estes Três Erros

Para muitas pessoas vender uma casa é uma das maiores transacções financeiras que alguma vez terão oportunidade de realizar. E, infelizmente, o processo de vender uma casa é hoje em dia mais complexo e demorado do que nunca. Ser bem sucedido numa transacção imobiliária implica, geralmente, ter alguma experiência nos campos jurídico, financeiro e de marketing. 
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Os três erros mais comuns que dificultam a vida aos proprietários que estão a tentar pôr casas no mercado. Saiba como evitá-los e facilitar o processo de venda.




"Em muitos casos, e a não ser que seja um perito em negociação imobiliária, esta pode tornar-se uma aventura frustrante e potencialmente dispendiosa. Se decidir avançar com a ideia de vender sozinho a sua casa, prepare-se para estar disponível e perto de casa durante semanas ou mesmo meses, e não se esqueça que a maior parte das visitas de compradores acontecem no horário laboral. Como profissionais imobiliários, os três erros mais comuns que vemos os proprietários cometerem são:


Colocar o imóvel no mercado acima do valor real

O erro mais comum está na definição do valor do imóvel. O proprietário quer sempre maximizar o valor de venda, contudo um preço demasiado elevado vai reduzir drasticamente o número de visitas e propostas de compra. Como consequência o tempo que o imóvel vai estar no mercado irá aumentar e, inevitavelmente, o proprietário será forçado a fazer baixas de preço agressivas. Actualmente  ao contrário do que possa imaginar, existe uma escassez de imóveis vendáveis, colocar o seu imóvel com um valor mais baixo, e adequado ao seu real valor de mercado, irá aumentar a procura e o número de propostas, maximizando a probabilidade de venda e de rentabilidade.



Não se desligar emocionalmente do imóvel

Não é o seu lar que está à venda, é uma casa. Um erro comum dos proprietários é valorizarem um conjunto de características e vivências da casa, à qual estão emocionalmente ligados. Os futuros proprietários vão sempre olhar o imóvel com outros olhos. A ligação emocional excessiva pela casa pode criar remorsos no proprietário ou respostas excessivamente emocionais ao feedback e ofertas dos compradores, afastando assim oportunidades de negócio. Não seja muito emocional sobre o processo de venda da sua casa. Concentre-se no fator racional e tente ver as coisas do ponto de vista do comprador.



Outro erro comum é não preparar a casa antes de a colocar no mercado

Muitas vezes, a ansiedade para vender a casa leva os proprietários a iniciar a promoção do imóvel sem o prepararem devidamente para a venda. A forma como apresenta o seu imóvel a potenciais compradores pode fazer a diferença entre o sucesso da venda ou o fracasso total. Os compradores tendem a avaliar as casas pelo esforço necessário para se mudarem. Quanto menos tiverem que despender para entrar na casa, maior será o valor que estão dispostos a pagar.



A sua vida já é suficientemente agitada para ainda ter que se preocupar com a venda da sua casa. Entregar essa tarefa a um profissional imobiliário com experiência, vai poupar-lhe tempo, dinheiro e muitas preocupações. Os especialistas dão apoio e orientação para a optimização do valor de venda, a preparação do imóvel para a venda e visitas, integram o processo de negociação profissional e relação com o comprador, e garantem a maximização da exposição do seu imóvel no mercado."


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Fonte: Dinheiro Vivo
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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Taxa de juro no crédito à habitação volta a descer

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A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se, em Abril, em 1,442%, diminuindo 0,006 pontos percentuais (p.p.) comparativamente com a taxa observada no mês anterior. A prestação média vencida para a globalidade dos contratos manteve-se em 260 euros em Abril, valor idêntico ao registado em Março.



Segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita foi 3,149%, o que representou um aumento de 0,035 p.p. comparativamente com o mês anterior.

Taxa de Juro Implícita
A taxa de juro implícita no crédito à habitação diminuiu de forma ténue em Abril, passando de 1,448% em Março para 1,442% em Abril (novo mínimo da série iniciada em Janeiro de 2009). A diminuição de 0,006 p.p. na taxa de juro face ao mês anterior foi menos intensa que a observada em Março (redução de 0,035 p.p. em relação a Fevereiro).

Nos contratos para aquisição de habitação observou-se uma diminuição, face a Março, de 0,005 p.p. para uma taxa de juro de 1,458%, tendo-se atingido, tal como para o total dos contratos, um novo mínimo da série iniciada em Janeiro de 2009.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses a taxa subiu 
Para os contratos celebrados nos últimos 3 meses, a taxa de juro implícita registou uma subida de 0,035 p.p., comparativamente com a taxa registada no mês anterior, para uma taxa de juro de 3,149%. Este foi o primeiro aumento da taxa de juro para estes contratos desde Março de 2012.

Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, relativos a Aquisição de Habitação, a taxa de juro implícita fixou-se em 3,109%, 0,027 p.p. acima da taxa registada em Março.

Valores das prestações mensais mantêm 

O valor médio da prestação vencida para a totalidade dos contratos em vigor foi, em Abril, de 260 euros, mantendo o valor registado em Março.

O valor médio da prestação, para o conjunto dos contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos três meses, fixou-se nos 284 euros, novo mínimo da actual série, diminuindo 10 euros em relação ao mês anterior.

Nos contratos com destino Aquisição de Habitação, o valor médio da prestação vencida foi 268 euros, valor idêntico ao registado no mês anterior. Para este destino de financiamento, e nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média vencida foi inferior em 10 euros à registada no mês de Março, fixando-se em 298 euros em Abril.

O valor do capital médio em dívida, para a totalidade dos contratos de crédito à habitação e para os contratos com destino de financiamento Aquisição de Habitação, passou de 58.643 euros e 61.625 euros, em Março, respectivamente, para 58.520 euros e 61.495 euros, no mês de Abril.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio do capital em dívida com destino de financiamento Aquisição de Habitação, em Abril, foi 70.366 euros (73.893 euros, em Março).

Fonte: www.diarioimobiliario.pt
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sábado, 18 de maio de 2013

Quase 30% das Autarquias aumentam IMI em imóveis reavaliados

Setúbal, Santarém, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia, Albufeira, Olhão e Portimão, são alguns dos municípios que aumentaram o imposto municipal sobre imóveis (IMI) em imóveis reavaliados pelas Finanças, sendo que Setúbal, Vila do Conde, Albufeira e Portimão chegaram mesmo a aplicar a taxa máxima de IMI sobre estes imóveis, acusa a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), acrescentando que 27% dos municípios portugueses aumentaram taxa de IMI sobre imóveis já avaliados.
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Em comunicado, a APEMIP diz que este agravamento fiscal "é ainda mais preocupante, se se tiver em conta que alguns destes concelhos fazem parte das principais regiões turísticas do país", pelo que o aumento do imposto poderá ser um desincentivo à "continuidade do turismo residencial".

Luís Lima, presidente da APEMIP refere que “o mapa do sobe e desce do IMI, mais a subir do que a descer," revela uma grande insensibilidade social por parte de um elevado número de municípios. "É inacreditável que num período em que as pessoas sufocam com a fiscalidade aplicada sobre o património, ainda haja autarquias com a coragem de aumentar o IMI, e algumas até de aplicar a taxa máxima”, diz o responsável.

A APEMIP resalva porém que 19% dos municípios, entre os quais Lisboa e Guimarães, decidiram diminuir a taxa de IMI aplicada sobre os imóveis já avaliados. “Estes sim demonstram uma verdadeira noção da realidade actual e das dificuldades que os seus munícipes atravessam”, afirma Luís Lima.

O presidente da associação considera ainda que é “um absurdo" que a OCDE afirme que se deve aumentar a fiscalidade sobre o imobiliário, quando Portugal é um dos países da Europa com "uma das mais elevadas cargas fiscais sobre o património”.

Fonte: Idealista.pt
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Casas novas desvalorizaram mais do que as usadas

Tal como se previa os preços das casas continuam a cair. Em Março o preço da habitação em Portugal Continental registou uma queda de 0,3% face ao mês de Fevereiro. Apesar de os valores manterem a queda existe um abrandamento na descida desde o início do ano, sendo as variações mensais registadas em Fevereiro de 0,7% e Janeiro de -1,1%.



Mas se compararmos com o ano passado a quebra é mais acentuada com uma descida de -3,7% se compararmos com Março de 2012.

Estes são dados do Índice Confidencial Imobiliário (ICi) relativamente a Março e que mostram também que as casas novas são as que mais desvalorizaram neste mês, com uma variação mensal de -0,6%. As casas usadas registaram uma queda mensal de 0,2%. Relativamente ao mesmo período do ano transacto as casas novas verificaram uma queda nos preços de 4,5% e as usadas de 3,2%.

Algarve desceu em Março mas subiu quando comparado a 2012
Em termos regionais, quer o Algarve quer as zonas Norte e Centro evidenciaram igualmente desvalorizações mensais nos preços das casas em Março, de -1,8%, de -1,2% e de -0,6%, respectivamente. Na performance homóloga (Março de 2013 face a Março de 2012), o Algarve foi a única região que registou uma subida (0,6%), já as casas na região Norte desceram os preços 1,8% no espaço de um ano e as casas na região Centro a registarem quedas de 4,4% nos preços para o mesmo período.

Fonte: www.diarioimobiliario.pt
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Crédito à habitação: comissão aos bancos aumentou 8,3%

Em 2012, a comissão de processamento da prestação no crédito à habitação aumentou 8,3%, em média. Para a DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, este aumento deveria ser limitado, já que põe em risco os empréstimos contratados pelos consumidores.

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A Associação explica que quem tem crédito à habitação e paga comissão de processamento de prestação, talvez não esteja consciente de quanto os aumentos anuais encarecem o seu encargo financeiro. Os especialistas do DINHEIRO & DIREITOS fez as contas e concluiu que, só no último ano, os bancos que cobram comissão de processamento a aumentaram em 8,3%, em média, um valor muito acima da inflação. “Caso aumentos desta natureza continuem a aplicar-se, os custos para o consumidor subirão também de forma considerável”, alerta a DECO.

No final de um contrato a 25 anos os compradores terá pago 750,40 euros só em comissões.

A explicação vem com um exemplo para um crédito à habitação a 25 anos, contratado em 2004 na Caixa Geral de Depósitos: se a comissão de processamento "engordar" ao ritmo do aumento médio anual registado nos últimos anos nesse banco (6,75%), no final do contrato, o cliente terá pago um total 750,40 euros. Caso esta comissão nunca aumentasse, o valor ficaria por cerca de um terço (297 euros).
“Actualmente, a legislação não impede que as instituições bancárias alterem as comissões ao longo da relação contratual, o que penaliza os clientes. A estrutura de comissões é determinante no cálculo de taxas dos créditos bancários, como a taxa anual efectiva (TAE), taxa anual efectiva revista (TAER) e taxa anual de encargos efectiva global (TAEG). Se for permitido aos bancos alterar as condições ao longo da vida do empréstimo, as taxas deixam de ser as apresentadas aquando da contratação. A comparação é falseada”, revela a associação.

Alterações de preço a meio do contrato são inaceitáveis
A DECO admite mesmo que as alterações de preço a meio do contrato são inaceitáveis. Se é certo que, num mercado concorrencial, os clientes podem mudar de banco, na prática, a mudança é muito mais complicada do que o desejável, sobretudo quando a relação envolve créditos em curso. Por um lado, porque o consumidor incorre no pagamento de comissões por reembolso antecipado, caso pretenda amortizar o seu empréstimo mais cedo. Por outro, porque, no cenário actual, com taxas de juro muito altas, dificilmente consegue transferir o seu empréstimo para outro banco sem ver o custo real do empréstimo agravado em cinco ou seis por cento.

A DECO já enviou as conclusões deste estudo à Assembleia da República, ao Ministério das Finanças e ao Banco de Portugal, pedindo a criação de um tecto nas comissões bancárias.

Fonte: www.diarioimobiliario.pt/
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