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sábado, 18 de maio de 2013

Quase 30% das Autarquias aumentam IMI em imóveis reavaliados

Setúbal, Santarém, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia, Albufeira, Olhão e Portimão, são alguns dos municípios que aumentaram o imposto municipal sobre imóveis (IMI) em imóveis reavaliados pelas Finanças, sendo que Setúbal, Vila do Conde, Albufeira e Portimão chegaram mesmo a aplicar a taxa máxima de IMI sobre estes imóveis, acusa a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), acrescentando que 27% dos municípios portugueses aumentaram taxa de IMI sobre imóveis já avaliados.
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Em comunicado, a APEMIP diz que este agravamento fiscal "é ainda mais preocupante, se se tiver em conta que alguns destes concelhos fazem parte das principais regiões turísticas do país", pelo que o aumento do imposto poderá ser um desincentivo à "continuidade do turismo residencial".

Luís Lima, presidente da APEMIP refere que “o mapa do sobe e desce do IMI, mais a subir do que a descer," revela uma grande insensibilidade social por parte de um elevado número de municípios. "É inacreditável que num período em que as pessoas sufocam com a fiscalidade aplicada sobre o património, ainda haja autarquias com a coragem de aumentar o IMI, e algumas até de aplicar a taxa máxima”, diz o responsável.

A APEMIP resalva porém que 19% dos municípios, entre os quais Lisboa e Guimarães, decidiram diminuir a taxa de IMI aplicada sobre os imóveis já avaliados. “Estes sim demonstram uma verdadeira noção da realidade actual e das dificuldades que os seus munícipes atravessam”, afirma Luís Lima.

O presidente da associação considera ainda que é “um absurdo" que a OCDE afirme que se deve aumentar a fiscalidade sobre o imobiliário, quando Portugal é um dos países da Europa com "uma das mais elevadas cargas fiscais sobre o património”.

Fonte: Idealista.pt
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sábado, 20 de abril de 2013

Investir em imobiliário ainda rende mais que comprar ações

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Investir em imobiliário em Portugal ainda é mais rentável e tem um risco mais controlado que comprar ações ou obrigações, principalmente se for a longo prazo, ou seja, a partir dos dez anos. A conclusão é do índice de 2013 do Investment Property Databank (IPD), uma base de dados que em Portugal conta com 921 ativos avaliados em mais de oito mil milhões de euros.
                                                

De acordo com este documento, hoje divulgado, investir em ações dá um retorno de cerca de 3,5% com uma volatilidade de 26%, enquanto que o imobiliário dá um retorno de 6% com uma risco de quase 26%.

O retalho, ou seja, as lojas e os centros comerciais continuam a ser os ativos com melhor rentabilidade, quase 7%, mas com um risco de 9%. Seguem-se os escritórios, que apesar de menos rentáveis no longo prazo tem uma volatilidade bem mais baixa, de cerca de 2,5%.

Aliás, o retalho registou em 2012 um dos melhores desempenhos dos últimos 13 anos, reparou um dos responsáveis do IPD Portugal, Luís Francisco. Segundo este estudo, o retalho teve um retorno só das rendas de cerca de 6,5%. Já os escritórios tiveram o comportamento exactamente oposto, com um retorno de rendas da ordem dos 5,2% e um dos níveis mais baixos dos últimos 13 anos.

Aliás, de acordo com um dos responsáveis do IPD na Europa, Olivier Mége, o facto do imobiliário ser mais rentável que as ações é só mesmo a longo prazo, uma vez que em 2012, as ações tiveram um melhor rendimento. Tendo em conta os dados do IPD apresentados hoje, o retorno imobiliário em geral foi de apenas 0,8% enquanto o das ações chegaria perto dos 3%.


Fonte: www.dinheirovivo.pt
www.motivo-certo.pt
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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Edge Berggruen Investments quer injectar mil milhões no sector imobiliário português.

A Edge Berggruen Investments, nova sociedade que liga Portugal aos Estados Unidos, quer investir até ao final do ano mil milhões de euros no sector imobiliário nacional, revelou à agência Lusa o administrador executivo José Luís Pinto Basto. 
                                                   

 "O objectivo é que esta 'holding' possa terminar o ano com activos sob gestão na ordem dos mil milhões de euros", declarou o responsável.
A Edge Berggruen Investments resulta de uma parceria entre o The Edge Group, 'holding' de investimentos de José Luís Pinto Basto e Miguel Pais do Amaral, e a Berggruen Holdings, do empresário norte-americano Nicolas Berggruen.

A nova 'holding', revelou Pinto Basto à Lusa, está vocacionada para a recuperação de empresas e activos, exclusivamente do sector imobiliário.

"O Estado, entidades públicas, bancos portugueses e gestoras de fundos e imobiliárias" estão entre aqueles a quem se dirige a operação hoje anunciada.
Recuperar empreendimentos e empresas imobiliárias em funcionamento ou com potencial de gerar rendimento, como escritórios, espaços comerciais e hotéis, é o objectivo da empresa.

Fonte: SOL

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Imobiliário português dá retorno positivo em 2012

                               
Apesar da conjuntura, o imobiliário terciário devolveu um retorno de 0,8% no ano passado, por comparação com os 0,5% de 2011, revela o Índice Imobiliário Anual IPD Portugal.
O imobiliário terciário português devolveu um retorno de 0,8% no exercício transato, o que significa uma evolução positiva em relação aos 0,5% verificados em 2011, de acordo com o Índice Imobiliário Anual IPD Portugal (que se baseia numa amostra de 921 ativos avaliados em 8,3 mil milhões de euros no final de dezembro de 2012).

De acordo com o documento, o retorno das rendas no ano passado permaneceu estável face aos 12 meses anteriores, em 5,8%; enquanto a componente de valorização de capital apresentou uma ligeira recuperação, de 0,2%, fixando-se em -4,8%, "embora se mantenha em terreno negativo pelo quinto ano consecutivo, influenciada pelo decréscimo das rendas de mercado e pelo cenário de crescimento de yields visível nos principais setores".

Em 2012, o imobiliário registou um desempenho abaixo das ações, que devolveram um retorno de 3,4% (de acordo com o MSCI Portugal Equities), e das obrigações (Índice de Retorno das Obrigações do Tesouro com maturidade de sete a dez anos publicado pela JP Morgan), que apresentaram um retorno de 66,3%. Contudo, nos períodos anualizados a três e dez anos, o imobiliário português continua a demonstrar uma performance superior a estas duas classes de ativos, com retornos de 1,8 e 6,2%, respetivamente. Assim, longe do retorno de dois dígitos observado entre 2004 e 2007, o desempenho do imobiliário em 2012 "é um dos mais baixos desde que o Índice IPD monitoriza o mercado português, há 13 anos, sendo apenas superado pelo retorno de 0,2% em 2009 e de 0,5% em 2011", refere a análise.

O retalho foi o segmento com melhor retorno no ano passado, devolvendo 1,1% aos investidores. Seguiram-se os segmentos de imobiliário industrial e de escritórios, com retornos de 0,7 e 0,5%, respetivamente. "Apesar da melhoria" de desempenho verificada "no imobiliário como um todo, os segmentos (excluindo o retalho) registaram retornos totais inferiores em 2012 por comparação com 2011, sobretudo devido a uma forte depreciação do capital".

António Gil Machado, diretor do IPD Portugal e Brasil, considera que "a performance do imobiliário prova a sua resiliência como classe de investimento, na qual o retorno das rendas conseguiu equilibrar a desvalorização de capital, que, em termos acumulados, alcançou uma depreciação de 18,6% desde o início da crise financeira".



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Governo vai financiar reabilitação de prédios antigos destinados ao arrendamento

Novo programa “Reabilitar para Arrendar” disponibiliza 50 milhões de euros aos municípios e sociedades de reabilitação urbana. Candidaturas já estão abertas e o prazo de apresentação termina a 6 de Junho.
   
  
O Governo, através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), lança esta sexta-feira, 5 de Abril, o novo programa “Reabilitar para arrendar”, que pretende financiar municípios, empresas municipais e Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU) interessados em reabilitar prédios antigos para depois os colocar no mercado do arrendamento.

O “Reabilitar para Arrendar” terá uma dotação inicial de 50 milhões de euros e as candidaturas estão abertas a partir de hoje e até ao próximo dia 6 de Junho. O financiamento previsto é realizado sobre a forma de empréstimos a 30 anos, com 10 anos de carência de capital e com uma taxa de juro indexada à Euribor que rondará, neste momento, os 3%. Serão financiados 50% dos custos do investimento total de cada intervenção, adianta fonte oficial do IHRU.

O programa será oficialmente apresentado esta tarde no Porto, no âmbito de um seminário organizado pela Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) onde estarão presentes a ministra do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, e o presidente do IHRU, Vítor Reis.

O novo programa de financiamento destina-se a vários tipos de intervenção, a começar pela reabilitação ou reconstrução de edifícios “cujo uso seja maioritariamente habitacional e cujos fogos se destinem a arrendamento nos regimes de renda apoiada ou de renda condicionada”, revela a mesma fonte.

Poderão igualmente ser apresentadas candidaturas de projectos que visem a reabilitação ou criação de espaços municipais mas destinados a uso público, mas aqui impõe-se que estas operações ocorram no âmbito de uma operação de reabilitação urbana sistemática.

Finalmente, admite-se ainda a reabilitação ou reconstrução de edifícios que se destinem a equipamentos de uso público,como seja o caso de residências para estudantes.

A construção de edifícios novos só será admitida desde que se tratem de intervenções relevantes de preenchimento do tecido urbano antigo. E, mesmo nesses casos, exige-se que o respectivo uso seja maioritariamente habitacional e que os fogos se destinem a arrendamento nos regimes de renda apoiada ou de renda condicionada.

Todas as intervenções deverão localizar-se em áreas de reabilitação urbana “aprovadas ou em processo de delimitação”, e cada candidatura pode incluir várias intervenções, esclarece o IHRU. Estas deverão iniciar-se num prazo máximo de 12 meses a contar da data de abertura do período de candidaturas e deverão estar concluídas até ao dia 15 de Dezembro de 2016.

O IHRU não exclui que o financiamento possa estender-se a outras entidades públicas, como sejam “serviços da administração directa do Estado, institutos públicos, regiões autónomas, associações de municípios e as entidades públicas empresariais de capitais exclusivamente públicos”.

Refira-se ainda que o “Reabilitar para Arrendar” constitui uma das 52 medidas inscritas no “Compromisso para a competitividade sustentável do sector da construção e imobiliário”, assinado em Março entre o Executivo e a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.

Fonte: Jornal de negócios
www.motivo-certo.pt

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Subida de IMI está limitada e pode ser paga em três prestações

Pagamento do IMI arrancou na passada 2ª feira.  Os Contribuintes devem verificar se imposto foi calculado com cláusula de salvaguarda.

O prazo para o pagamento do IMI (na totalidade ou a primeira prestação) arrancou ontem e prolonga-se até ao final de Abril. Para a maioria dos proprietários de casas, a fatura do imposto será este ano mais carregada, mas o aumento está limitado, sendo conveniente verificar se a cláusula de salvaguarda foi tida em conta.

O IMI vai subir, mas ainda não é este ano que este agravamento vai ser sentido na sua plenitude. A legislação em vigor determina que o valor a pagar não pode acrescer em mais de 75 euros o montante pago no ano passado, ou em mais de um terço da diferença entre o imposto de 2012 e o faturado este ano. Esta cláusula de salvaguarda apenas abrange as casas que foram objeto do processo geral de avaliação de imóveis - que deveria ter ficado concluído em março.

Traduzindo em números, este travão significa que uma casa cujo valor patrimonial tributário tenha subido de 5800 euros para 93 mil euros, terá no máximo uma conta de IMI da ordem dos 106,53 euros. Quando esta cláusula de salvaguarda desaparecer - o que está previsto acontecer em 2015 -, o proprietário deste imóvel será então chamado a pagar entre 279 e 465 euros, consoante a autarquia decida fixar a taxa do imposto em 0,3% ou 0,5%, respetivamente.

Em princípio esta cláusula é automaticamente acionada, mas caso o sistema tenha falhado e este travão não esteja refletido no valor a pagar, o contribuinte deve reclamar e pedir uma alteração da nota de liquidação.

Além do valor, o IMI sofreu este ano várias outras alterações. Desde logo o ritmo de pagamento. Até aqui a conta tinha de ser paga em duas prestações - abril e setembro -, mas este ano pode ser dividida em três fases - abril, julho e novembro - se ultrapassar os 500 euros. Apesar da cláusula de salvaguarda, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos receia que a taxa de incumprimento do IMI vá aumentar. "Quando há cada vez mais casos de pessoas a não pagarem os empréstimos, é complicado apresentar-lhes uma conta de IMI que nalguns casos é equivalente a mais uma prestação", precisou Paulo Ralha.

Ontem arrancou também o prazo para as entregas das declarações do IRS pela Internet para os contribuintes que em 2012 apenas tiveram rendimentos provenientes de trabalho por conta de outrem e/ou pensões. Quem auferiu rendimentos de outra natureza - ou seja, tem rendas de prédios, fez atos únicos, passou recibos verdes, fez mais-valias de ações ou vendeu imóveis, por exemplo, pode também entregar este mês a declaração, mas em papel.
 O IMI vai subir, mas ainda não é este ano que este agravamento vai ser sentido na sua plenitude.


Fonte: Dinheiro Vivo
www.motivo-certo.pt