sábado, 13 de abril de 2013

Bancos portugueses aproveitam evento em Londres para vender imóveis em carteira

Os principais bancos portugueses vão tentar vender casas que possuem a britânicos ou emigrantes no Reino Unido, adiantou hoje a organizadora de um evento imobiliário em junho, em Londres.
A directora da Câmara de Comércio Portuguesa no Reino Unido, Christina Hippsley, disse à agência Lusa que a primeira edição do "Portuguese Chamber Portugal Property Show London", de 14 a 16 de Junho, se deve ao elevado interesse de expositores.

"Vão participar desde agências imobiliárias a promotores e advogados, mas", vincou, "a base são os bancos", que tentarão escoar imóveis que obtiveram através da dação em cumprimento ou execução de hipotecas.

Os bancos vão também tentar aproveitar a recuperação do mercado de turismo residencial junto dos compradores britânicos, confirmada por vários profissionais do sector durante um evento imobiliário em Londres.
A agência PropertyPortugal.com registou um incremento significativo: no primeiro trimestre deste ano já vendeu 26 propriedades, o que corresponde a duas por semana, o dobro do ritmo a que vendeu em 2012.

Em 2011, segundo o director David Rowat, o portal, que começou por ser apenas uma agência imobiliária sedeada em Vilamoura, vendeu apenas 12 casas, uma por mês.

"A maioria parte são pessoas com entre 35-45 anos, vêm pela qualidade de vida, não pelo investimento, e preferem vivendas em vez de apartamentos", descreveu, durante o primeiro dia do evento "A Place in the Sun" destinado à promoção de imobiliário no estrangeiro, que decorre até domingo.

Também Kayt Ziadi, agente independente, notou um maior interesse de interessados e intermediou duas operações, razão que a levou a suspender o descanso da aposentação para retomar a actividade.

"Só voltei porque havia mais pessoas a perguntar", contou à Lusa.

Um estudo da consultora ILM divulgado no início do mês indicava que 70% dos principais agentes imobiliários do Algarve estão convencidos de que o pior da crise já passou e que a região está no caminho da recuperação.

Intitulado "10-10-10 - Pesquisa sobre o Turismo Residencial no Algarve", concluiu que a curiosidade de potenciais compradores converteu-se mais em aquisições em 2012 do que no ano anterior.

Mais de um quarto dos negócios (27%) corresponderam em 2012 a propriedades com preços superiores a um milhão de euros, mas a maioria, 51%, correspondeu a habitações mais modestas, com preços entre os 100 mil e 500 mil euros.

Para aproveitar 'pechinchas', muitos investidores estão a comprar casas mais baratas, às vezes abaixo dos 100 mil euros, pagando em dinheiro, muitos com a ideia de ali viver permanentemente ou após a aposentação, confirmam Rowat e Ziadi.

Fonte: Jornal de Negócios
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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Edge Berggruen Investments quer injectar mil milhões no sector imobiliário português.

A Edge Berggruen Investments, nova sociedade que liga Portugal aos Estados Unidos, quer investir até ao final do ano mil milhões de euros no sector imobiliário nacional, revelou à agência Lusa o administrador executivo José Luís Pinto Basto. 
                                                   

 "O objectivo é que esta 'holding' possa terminar o ano com activos sob gestão na ordem dos mil milhões de euros", declarou o responsável.
A Edge Berggruen Investments resulta de uma parceria entre o The Edge Group, 'holding' de investimentos de José Luís Pinto Basto e Miguel Pais do Amaral, e a Berggruen Holdings, do empresário norte-americano Nicolas Berggruen.

A nova 'holding', revelou Pinto Basto à Lusa, está vocacionada para a recuperação de empresas e activos, exclusivamente do sector imobiliário.

"O Estado, entidades públicas, bancos portugueses e gestoras de fundos e imobiliárias" estão entre aqueles a quem se dirige a operação hoje anunciada.
Recuperar empreendimentos e empresas imobiliárias em funcionamento ou com potencial de gerar rendimento, como escritórios, espaços comerciais e hotéis, é o objectivo da empresa.

Fonte: SOL

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Bancos portugueses devem vender 10 mil imóveis este ano

Número de moradias e apartamentos vendidos pelos bancos portugueses deverá quase duplicar este ano e representar mais de 20% do mercado imobiliário.
Os fortes descontos que os bancos estão a aplicar nos preços das habitações que estão a vender estão a animar o mercado imobiliário português.

                                               

A concretizar-se este número, as vendas a realizar pelos bancos deverão representar 22% do total estimado para o mercado português estes ano. Os especialistas do sector consideram que o forte aumento da oferta está a ser impulsionado pelo facto de os bancos estarem a vender os imóveis com descontos acentuados, o que atrai mais procura.

“Os bancos têm que se livrar dos seus activos imobiliários e para o fazerem, têm de criar procura”, afirmou à Bloomberg Walter Fabrega, responsável da Jones Lang LaSalle para o mercado português, acrescentando que esta “procura tem que ser criada através de elevados descontos”.

É o que os bancos têm feito. O BCP lançou recentemente uma campanha para a venda de 700 imóveis, prometendo um desconto de até 12% sobre preços que já seriam promocionais.

Em declarações à Bloomberg, o administrador do BCP, Miguel Maya salientou que “ao oferecer imóveis a preços competitivos, o BCP está a ajudar a manter o mercado imobiliário em Portugal com liquidez e resistente”.

“Este movimento por parte dos bancos é necessário para a recuperação do mercado imobiliário em Portugal. Sem descontos, muitas pessoas não conseguem comprar casa”, afirmou Manuel Alvarez à agência de informação.

Estimativas do presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, apontam para que os bancos portugueses tenham, pelo menos, 20 mil casas para vender, que ainda estão por estrear, noticiou ontem o “Diário de Notícias”.

Adaptado de: Jornal de Negócios
2/4/13
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Imobiliário português dá retorno positivo em 2012

                               
Apesar da conjuntura, o imobiliário terciário devolveu um retorno de 0,8% no ano passado, por comparação com os 0,5% de 2011, revela o Índice Imobiliário Anual IPD Portugal.
O imobiliário terciário português devolveu um retorno de 0,8% no exercício transato, o que significa uma evolução positiva em relação aos 0,5% verificados em 2011, de acordo com o Índice Imobiliário Anual IPD Portugal (que se baseia numa amostra de 921 ativos avaliados em 8,3 mil milhões de euros no final de dezembro de 2012).

De acordo com o documento, o retorno das rendas no ano passado permaneceu estável face aos 12 meses anteriores, em 5,8%; enquanto a componente de valorização de capital apresentou uma ligeira recuperação, de 0,2%, fixando-se em -4,8%, "embora se mantenha em terreno negativo pelo quinto ano consecutivo, influenciada pelo decréscimo das rendas de mercado e pelo cenário de crescimento de yields visível nos principais setores".

Em 2012, o imobiliário registou um desempenho abaixo das ações, que devolveram um retorno de 3,4% (de acordo com o MSCI Portugal Equities), e das obrigações (Índice de Retorno das Obrigações do Tesouro com maturidade de sete a dez anos publicado pela JP Morgan), que apresentaram um retorno de 66,3%. Contudo, nos períodos anualizados a três e dez anos, o imobiliário português continua a demonstrar uma performance superior a estas duas classes de ativos, com retornos de 1,8 e 6,2%, respetivamente. Assim, longe do retorno de dois dígitos observado entre 2004 e 2007, o desempenho do imobiliário em 2012 "é um dos mais baixos desde que o Índice IPD monitoriza o mercado português, há 13 anos, sendo apenas superado pelo retorno de 0,2% em 2009 e de 0,5% em 2011", refere a análise.

O retalho foi o segmento com melhor retorno no ano passado, devolvendo 1,1% aos investidores. Seguiram-se os segmentos de imobiliário industrial e de escritórios, com retornos de 0,7 e 0,5%, respetivamente. "Apesar da melhoria" de desempenho verificada "no imobiliário como um todo, os segmentos (excluindo o retalho) registaram retornos totais inferiores em 2012 por comparação com 2011, sobretudo devido a uma forte depreciação do capital".

António Gil Machado, diretor do IPD Portugal e Brasil, considera que "a performance do imobiliário prova a sua resiliência como classe de investimento, na qual o retorno das rendas conseguiu equilibrar a desvalorização de capital, que, em termos acumulados, alcançou uma depreciação de 18,6% desde o início da crise financeira".



terça-feira, 9 de abril de 2013

Governo espanhol lança plano para o mercado imobiliário que permitirá criar 100 mil empregos

O plano de incentivo reabilitação habitacional e arrendamento, no valor de 2.500 milhões, deverá criar 100 mil novos postos de trabalho. O Executivo de Rajoy vai conceder ajudas e empréstimos para a troca de caldeiras de aquecimento até 20% do valor da obra, bem como ajudas para o  arrendamento de residências que não excedam os 600 euros.



O Governo de Espanha vai investir cerca de 2.500 milhões de euros num plano para impulsionar o mercado imobiliário, tanto ao nível do arrendamento como da renovação de habitações, avança o diário "Expansión".

Os planos da equipa liderada por Mariano Rajoy passam por destinar 1.500 milhões de euros para o acesso à habitação e 627 milhões para a reabilitação, renovação e eficiência energética.

Ana Pastor, ministra do Fomento, assegurou que os incentivos directos incluídos no novo “Plano Estatal de Habitação”, para 2013-2016, vão permitir criar cerca de 105 mil postos de trabalho directos e muitos outros de forma indirecta.

As ajudas e empréstimos para a melhoria da eficiência energética das habitações, no que concerne à troca de sistemas de caldeiras de aquecimento, vão ser concedidos até 20% do valor da obra. No caso da substituição das formas energéticas convencionais por energia com origem em biomassa ou geotérmica, as comparticipações podem chegar aos 80 ou 100% do valor da obra.

Quanto ao arrendamento, o programa de ajuda pretende abranger mais de 133 mil beneficiários, face aos 80 mil abrangidos actualmente. A comparticipação vai ser atribuída a famílias desalojadas, que não superem um rendimento anual de 4.200 euros, durante o prazo de um ano, que pode ser extensível, caso as famílias mantenham as mesmas condições económicas.


Fonte: JornaldeNegócios.pt
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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Governo vai financiar reabilitação de prédios antigos destinados ao arrendamento

Novo programa “Reabilitar para Arrendar” disponibiliza 50 milhões de euros aos municípios e sociedades de reabilitação urbana. Candidaturas já estão abertas e o prazo de apresentação termina a 6 de Junho.
   
  
O Governo, através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), lança esta sexta-feira, 5 de Abril, o novo programa “Reabilitar para arrendar”, que pretende financiar municípios, empresas municipais e Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU) interessados em reabilitar prédios antigos para depois os colocar no mercado do arrendamento.

O “Reabilitar para Arrendar” terá uma dotação inicial de 50 milhões de euros e as candidaturas estão abertas a partir de hoje e até ao próximo dia 6 de Junho. O financiamento previsto é realizado sobre a forma de empréstimos a 30 anos, com 10 anos de carência de capital e com uma taxa de juro indexada à Euribor que rondará, neste momento, os 3%. Serão financiados 50% dos custos do investimento total de cada intervenção, adianta fonte oficial do IHRU.

O programa será oficialmente apresentado esta tarde no Porto, no âmbito de um seminário organizado pela Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) onde estarão presentes a ministra do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, e o presidente do IHRU, Vítor Reis.

O novo programa de financiamento destina-se a vários tipos de intervenção, a começar pela reabilitação ou reconstrução de edifícios “cujo uso seja maioritariamente habitacional e cujos fogos se destinem a arrendamento nos regimes de renda apoiada ou de renda condicionada”, revela a mesma fonte.

Poderão igualmente ser apresentadas candidaturas de projectos que visem a reabilitação ou criação de espaços municipais mas destinados a uso público, mas aqui impõe-se que estas operações ocorram no âmbito de uma operação de reabilitação urbana sistemática.

Finalmente, admite-se ainda a reabilitação ou reconstrução de edifícios que se destinem a equipamentos de uso público,como seja o caso de residências para estudantes.

A construção de edifícios novos só será admitida desde que se tratem de intervenções relevantes de preenchimento do tecido urbano antigo. E, mesmo nesses casos, exige-se que o respectivo uso seja maioritariamente habitacional e que os fogos se destinem a arrendamento nos regimes de renda apoiada ou de renda condicionada.

Todas as intervenções deverão localizar-se em áreas de reabilitação urbana “aprovadas ou em processo de delimitação”, e cada candidatura pode incluir várias intervenções, esclarece o IHRU. Estas deverão iniciar-se num prazo máximo de 12 meses a contar da data de abertura do período de candidaturas e deverão estar concluídas até ao dia 15 de Dezembro de 2016.

O IHRU não exclui que o financiamento possa estender-se a outras entidades públicas, como sejam “serviços da administração directa do Estado, institutos públicos, regiões autónomas, associações de municípios e as entidades públicas empresariais de capitais exclusivamente públicos”.

Refira-se ainda que o “Reabilitar para Arrendar” constitui uma das 52 medidas inscritas no “Compromisso para a competitividade sustentável do sector da construção e imobiliário”, assinado em Março entre o Executivo e a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.

Fonte: Jornal de negócios
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Euribor descem na maioria dos prazos um dia depois do BCE manter juros


As taxas Euribor mantiveram-se hoje inalteradas a três meses nos 0,210%, face a quinta-feira, mas desceram a seis, nove e doze meses, no dia seguinte à reunião do Banco Central Europeu (BCE).

A Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal na concessão de empréstimos à habitação, caiu 0,004 pontos percentuais para os 0,326, face à sessão do dia anterior, enquanto a taxa a três meses, que é principalmente utilizada como indexante do crédito às empresas, manteve-se inalterada nos 0,210%.

Na maturidade dos nove meses, a Euribor quebrou ao fixar-se nos 0,431% (menos 0,004 pontos), ao passo que a 12 meses deslizou para os 0,534%, menos 0,006 pontos que o valor verificado na quinta-feira passada.

Na reunião desta quinta-feira, os investidores já esperavam que a taxa de referência do BCE se mantivesse em mínimos históricos de 0,75% e o setor bancário há "muito que incorporou este desconto", disseram analistas citados pela Bloomberg.

O BCE já não mexe na taxa de juro de referência da zona euro desde julho de 2012, quando a cortou em 25 pontos base para 0,75%, o valor mais baixo de sempre.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro a outros no mercado interbancário.




 A Euribor a seis e nove meses caiu 0,004 pontos percentuais e a 12 meses deslizou para os 0,534%

Fonte: Dinheiro Vivo
5/4/13
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